Recomendação: Time of Eve

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No futuro, talvez no Japão. Robôs já são utilizados há muito tempo, e o uso de andróides acabou de começar.

Eventualmente, em algum momento próximo ou longínquo, emergirão as primeiras inteligências artificias de verdade. Não apenas algoritmos desenhados para cumprir tarefas específicas, por mais complexas que sejam, mas entidades sentientes, que ameaçam cruzar a linha da humanidade. Nesse momento, haverá uma disrupção social. Haverão aqueles que ainda encaram IAs como máquinas que não merecem mais atenção do que seu micro-ondas. Outros, por aceitarem essas novas criaturas sentientes como pares, serão discriminados.

É nesse momento de transição que se passa Time of Eve, um anime já relativamente antigo, publicado inicialmente em 2008 na forma de 6 curtos episódios, e posteriormente compilado em formato de filme, em 2010, sob o mesmo nome (busque por Eve no Jikan caso fique interessado). A maioria das famílias convive diariamente com andróides, robôs antropomóficos extremamente versáteis, capazes de preparar refeições, fazer compras e executar diversas tarefas espontaneamente. Para algumas pessoas, o comportamento dos andróides parece independente a ponto de não mais elas conseguirem distanciarem-se emocionalmente, passando a agir de maneira amigável e até afetuosa com relação aos seus andróides – o que imediatamente gera no restante da sociedade um preconceito, taxando tais pessoas de “android-holics”, ou “viciados em andróides”, em tradução livre.

Rikuo, um adolescente ainda no ensino médio, tem se sentido menos confortável com a robô da família. Isso se deve, em parte, por sentir alguns dos “sintomas” que fariam dele um android-holic, mas principalmente por ter percebido algo incomum nos hábitos da andróide de sua casa em particular. Ele percebe movimentações estranhas, momentos em que ela sairia ou voltaria para casa em horários inesperados, e decide verificar os registros de descolcamento – o que o leva a descobrir um desvio feito por ela no caminho para casa, sem ter sido instruída para tal.

Decidido a investigar, mas incerto sobre o que esperar no local visitado pela robô, Rikuo pede ao seu amigo e colega de escola Masaki para acompanhá-lo. Mas o que quer que eles esperassem, o que eles encontraram foi algo completamente surpreendente: Time of Eve, uma cafeteria de difícil acesso e com uma regra simples – não é permitida a discriminação entre humanos e robôs.

Dentro dessa cafeteria se passa a história. Para garantir que a regra seja cumprida, o anel luminoso que paira sobre a cabeça de andróides é desligado, impedindo que sejam automaticamente reconhecidos. Acompanhamos Rikuo e Masaki se adaptando à realidade de não saberem dizer se os demais clientes são robôs ou não. Temos essa dúvida nós mesmos, e nos perguntamos, juntamente com os protagonistas: o que importa? O que importam as diferenças internas quando não se é capaz de dizer se a pessoa servindo seu café é ou não humana?

Time of Eve não responde essa pergunta. Apenas explora o que ocorre quando preconcepções são anuladas, obrigando os personagens a julgarem uns aos outros por aquilo que realmente são. Assistam, depois voltem aqui e me digam:

 

Você está gostando do Time of Eve?

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